Arte italiana e marroquina nos Centrum Sete Sóis Sete Luas

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Na Sexta-feira 17 de Janeiro às 20h00 e no Sábado 18 de janeiro às 17h00 , o Centrum Sete Sóis Sete Luas dobra seu compromisso com a arte contemporânea, inaugurando duas novas exposições: “Passaggi” do artista italiano Roberto Braida no Centrum Sete Sóis Sete Luas de Montargil e “La mère du printemps – Oum Errabia” de Salah Benjkan, Ahmed El Amine, Abdelkarim Elazhar e Zoubir Najeb (Marrocos) no Centrum Sete Sóis Sete Luas de Ponte de sor.

Roberto Braida nasceu na cidade italiana de La Spezia em 1953, cidade onde continua a viver e a trabalhar. Dedica-se desde muito jovem ao desenho e à pintura. A sua atividade profissional em pintura começa em 1974 com a sua primeira exposição individual e, desde então, foram numerosas as exposições e apresentações do artista e os prémios que recebeu, tanto em Itália como noutros países. Em simultâneo, Braida trabalha em cenografia e figurinos.
Os elegantes horizontes do pintor conduzem o visitante a uma viagem fantástica, transmitindo-lhe a sensação de estar em frente do mar. Mas não há mar. É um engano magnífico, um transe hipnótico induzido pela habilidade do mestre através da cor. Braida será referido pela História não como um maneirista da paisagem e das vistas panorâmicas, mas como um explorador silencioso e longínquo da profundidade da alma que, desde a sua terra entre a Ligúria e a alta Toscânia, nos deixa a nós, observadores, a tarefa de não nos determos no que o olhar vê. Ele desafia-nos a ativarmos a acuidade de um pensamento mais maduro, porque em cada uma das suas obras – desde a mais pequena à mais prodigiosa – se pode ler: “mais além”.

Salah Benjkan, Ahmed El Amine, Abdelkarim Elazhar e Zoubir Najeb são naturais de El Jadida, a antiga MAZAGAO en MARROCOS.
Eles têm em comum o amor pela pintura e, em particular, uma certa figuração livre que combina a poesia com uma imaginação fértil povoada por personagens estranhos e pássaros raros. O recurso à cor viva e à espontaneidade da pincelada repetem-se de modo a criar universos singulares. A exposição “La mère du printemps ” apresenta-se sob a forma de uma “conversação” entre as diferentes obras dos quatro artistas. Este diálogo é puramente fictício e cabe ao espetador criar a sua própria leitura e imaginar uma, ou mesmo várias, interpretações.
Para além do inegável critério estético das obras dos nossos quatro artistas e da riqueza das suas práticas pictóricas, uma aposta importante desta exposição reside no intercâmbio inter-regional em Marrocos.
Hoje, o futuro de Marrocos constrói-se na perspetiva da regionalização avançada. Uma cooperação e um intercâmbio artístico e cultural entre as diferentes regiões de Marrocos devem ser implementados com vista a consolidar o sentimento de pertença aos valores comuns. Construir pontes, não será essa a função da arte?

Por ocasiao da exposiçao en Ponte de Sor, residência artística do pintor ROBERTO BRAIDA (Itália) et nos dias 15, 16 e 17 de Janeiro laboratório de criatividade para os alunos des escolas do concelho de Ponte de Sor.

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